segunda-feira, 3 de maio de 2021

GEOGRAFIA DOS POVOS INDÍGENAS

 Localização e extensão das Terras Indígenas (TIs)

O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As terras indígenas (TIs) somam 704 áreas, ocupando uma extensão total de 117.380.673 hectares (1.173.807 km2). Assim, 13.8% das terras do país são reservados aos povos indígenas.

A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 419 áreas, 115.342.101 hectares, representando 23% do território amazônico e 98.33% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.67%, espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.


Essa situação de flagrante contraste pode ser explicada pelo fato de a colonização do Brasil ter sido iniciada pelo litoral, o que levou a embates diretos contra as populações indígenas que aí viviam, causando enorme de população e desocupação das terras, que hoje estão em mãos da propriedade privada. Aos índios restaram terras diminutas, conquistadas a duras penas. Por exemplo, em São Paulo, a terra Guarani Aldeia Jaraguá tem apenas dois hectares de extensão, o que impossibilita que vivam da terra.

Há vozes dissonantes em relação ao tamanho das TIs na Amazônia, alegando que haveria "muita terra para poucos índios". Esses críticos se esquecem de que os índios têm que tirar todo seu sustento da terra. Muitas vezes, as TIs têm grandes partes não agricultáveis.

O POVO INDÍGENA POTIGUARA

Os Potiguara fazem parte dos povos da família linguística Tupi. Hoje, falam o português e estão revitalizando o tupi na educação escolar indígena. E como todos os povos que vivem no Nordeste, possuem uma longa história de contato com a sociedade não indígena.



Com uma população de aproximadamente 20 mil indígenas entre habitantes das aldeias e das cidades de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto, os Potiguara se concentram numa área do litoral norte paraibano situada entre os rios Camaratuba e Mamanguape. Um número não contabilizado de pessoas vive ainda em outras cidades como Mamanguape, João Pessoa e até mesmo no Rio de Janeiro ou no Rio Grande do Norte. O conjunto das aldeias constituem três Terras Indígenas (TIs) contíguas, perfazendo um total de 33.757 hectares. A TI Potiguara (população de 8.109 pessoas), a TI Jacaré de São Domingos (população de 449 pessoas) e a TI Potiguara de Monte Mór (população de 4.447 pessoas).


Segue o link para a vídeo aula:

https://youtu.be/R5FziXAkNN0













terça-feira, 1 de dezembro de 2020

VII SECAMPO (Seminário Internacional de Práticas Educativas)

 VII SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PRÁTICAS EDUCATIVAS – SECAMPO


Paulo Freire: Educação e Liberdade. Práticas para o bem viver


99 anos de Paulo Freire.

VII SECAMPO 2020 - On-line.

02, 03 e 04 de dezembro de 2020.


Programação


02 de Dezembro (Quarta - feira)


18:00 - Acolhida virtual dos participantes

Musical

Via: Canal do YouTube

19:00 – Abertura solene virtual

Boas-Vindas aos participantes

Via: Canal do YouTube

19:10 - 1a. Conferência: EDUCAÇÃO E LIBERDADE PARA O BEM VIVER.


1. Conferencista: Dra. Ana Maria Freire. (Nita Freire - Viúva de Paulo Freire - USP

2. Conferencista: Dra. Maria Bernardina Freire (Vice-Reitora da UFPB.)

3. Mediador: Dr. Paulo Roberto Palhano Silva - GEPeeeS -UFPB.

Via canal do YouTube


03 de Dezembro (Quinta - Feira)


08:30 - Grupos de trabalho – Apresentação de artigos (Resumo Estendindo e Artigos Completos)


Apresentação de artigos completos e ou relatos de experiências. (Ver Modelos)

Locais: Salas Virtuais via Google Meet (Participantes) e ouvintes (Youtube)


GT 01 - Educação, Liberdade, TIC e Educação Indígena e Raciais


- PhD Juarez Melgaço Valadares – UFMG

- Dr. Roberto Horta - UFMG

- MS. Iranilza Cinezio - UFPB - GEPeeeS - Indígena Portiguara

- Mestrando Sanderline Ribeiro - UFPB - GEPeeeS - Indígena Portiguara

- Via Google Meet


GT 02 - Educação, Liberdade, Tecnologias Educativas e Mídias Educativas.


- Dra. Maria Carmem Freire Rego –UFRN.

- Doutorando João Helís Bernardes Junior – Polo Macaú - IFRN

- Via Google Meet


GT 03 - Educação, Liberdade, TIC, Pandemia Covid 19 e Movimentos Sociais.


- Dra. Nilvânia Santos - UFPB

- Ms. Carlos Augusto da Silva Júnior - UFPB-GEPeeeS - Rede de Escola Pública

- Dr. Dailton Alencar Lucas de Lacerda - UFPB - Coordenação de Educação Popular

- Via Google Meet


GT 04 – Educação, Liberdade, TIC, Educação Infantil e Ensino Fundamental


- Ms. Aurília Coutinho Beserra De Andrade – UFPB - GEPeeeS

- Doutorando Profa. Rosalinda Falção Soares - UFPB - GEPeeeS

- Via Google Meet


GT 05 – Educação, Liberdade, Tic e Educação do campo.


- Dr. Melquizedeque Fernandes - UFERSA

- Doutorando Jeane Tranquelino - UFPB - GEPeeeS

- Via Google Meet


GT 06 – Educação, Liberdade, TIc e EJA.


- Dr. Eduardo Jorge Lopes da Silva - DFE - UFPB

- Ms. Maria Selma Santos de Santana - GEPeeeS – UFPB.

- Via Google Meet


GT 07 - Educação, Liberdade, TIc e Desenvolvimento com sustentabilidade


- Dr. Marivaldo Wagner - UFPB - Projeto Barra Viva

- Dr. Sidnei Felipe da Silva - UnB - GEAF

- Via Google Meet


GT 08 - Educação, Liberdade, Cultura Literária e Práticas Filosóficas.


- Cristiano Bonnoud – UFPB - Adulfpb

- Via Google Meet


GT 09 - Educação, Liberdade, Tic e formação do educador.


- Doutorando - Giovanni Barroca

- Mestrando Rosilene da Silva Mourais – UFPB – GEPeeeS

- Doutoranda Alda Maria Tranquelino – UFPB-PPGE-GEPeeeS

- Via Google Meet


GT 10 - Educação, Liberdade, TIc e práticas educativas em tempos de Pandemia Covid-19.


- PhD. Paulo Roberto Palhano Silva – UFPB - GEPeeeS

- Dr. Baltazar Macaíba - UFPB - GEPeeeS

– Profa. Raissa Queiroga - UEPB

- Via Google Meet

19:00 – 2a. Conferência: Tema: PAULO FREIRE: EDUCAÇÃO, FUNDEB E FORMAÇÃO DOCENTE.


Dra. Rita de Cassia Cavalcanti – UFPB - GEPPF

Dr. José Mateus do Nascimento – IFRN - GEPeeeS.

- Dra. Aline Maria Batista Machado –UFPB-GEPEDUPS

- Mediadora: Ms. Aurília Coutinho Beserra De Andrade – UFPB - GEPeeeS

- Via: Canal You Tube


04 de Dezembro (Sexta - Feira)


08:30 – Oficinas culturais.

Locais: Sala virtuais via Google Meet


1ª. Oficina: Prática com Plantas Medicinais para o bem viver


- Facilitador/Ministrante: Prof° Esp. Petrucio Henrique Trajano da Silva - Indígena e Educador Potiguara - Associado ao GEPeeeS UFPB - Est. Indígena Dr° José Lopes Ribeiro – Aldeia Monte Mor -Rio Tinto.

- Via Google Meet


2ª. Oficina: Como usar História em Quadrinho na sala de aula’.

- Dra. Ana Carolina Kruta de Araújo Bispo - NAC - Núcleo de Aprendizagem e Conhecimento - UFPB

- Via Google Meet


3ª. Oficina: Organização de Live

- – Profa. Raissa Queiroga - UEPB

- Via Google Meet


4ª. Oficina: Fotografia

- Prof. Doutorando Cícero Pedrosa - PPGE - UEPB

- Via Google Meet


5ª. Oficina: Youtube

- Prof. Ms. Gilberto Oliveira - UFRN

- Via Google Meet

6ª. Oficina: O ensino hídrido no ensino infantil

- Prof. Dr. José Mateus do Nascimento - IFRN - GEPeeeS

- Via Google Meet


- Fotografia

- Vídeo

- Contação de história

- Organização de Live


19h30 - 3ª Conferencia virtual

- Tema: EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA. Práticas educativas para instalar um viver-bem.


- Dr. Paulo Mendes Pinto – Universidade Lusófona – Lisboa – Portugal

- Médico Ion Andrade – Secretaria de Saúde do RN

- Mediador: Dr. Cristiano Bonnoud – UFPB

- Via: Canal You Tube


20h30 - Entrega das premiações:

- Aos participantes do 6º. Concurso de Vídeo Eduardo Coutinho

- Aos participantes do 6º. Concurso de Fotografia Paulo Freire

- Aos participantes do 4º. Concurso de Projetos Educativos Nilda Faustino

- Aos participantes da Secção de Banners

- Via: Canal You Tube


Comissão: Profa. Raissa Queiroga (UFPB)

Prof. Dr. Sidnei Felipe da Silva - UNB - GEAF

Prof. Mestrando Daniel Deyson Nunes Passos - UFERSA - GEPeeeS

Prof. Ms. Carlos Augusto da Silva Júnior - UFPB-GEPeeeS - Rede de Escola Pública


- Encerramento.

*Obs: programação pode sofrer ajustes.

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VII SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PRÁTICAS EDUCATIVAS

Paulo Freire: Educação e Liberdade: Práticas para o bem viver.


GEPeeeS


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SECAMPO 2020


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JORNADA DE ESTUDOS FREIREANOS


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E-mail: jefreireano@gmail.com


RÁDIO UNIVERSITÁRIA LITORAL NORTE


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Parceiros




quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Desenvolvimento Sustentável


 

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O desenvolvimento sustentável é um conceito elaborado para fazer referência ao meio ambiente e à conservação dos recursos naturais. Entende-se por desenvolvimento sustentável a capacidade de utilizar os recursos e os bens da natureza sem comprometer a disponibilidade desses elementos para as gerações futuras. Isso significa adotar um padrão de consumo e de aproveitamento das matérias-primas extraídas da natureza de modo a não afetar o futuro da humanidade, aliando desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental.

Sabemos que existem os recursos naturais não renováveis, ou seja, aqueles que não podem renovar-se naturalmente ou pela intervenção humana, tais como o petróleo e os minérios; e que também existem os recursos naturais renováveis. No entanto, é errôneo pensar que esses últimos sejam inesgotáveis, pois o seu uso indevido poderá extinguir a sua disponibilidade na natureza, com exceção dos ventos e da luz solar, que não são diretamente afetados pelas práticas de exploração econômica.

Dessa forma, é preciso adotar medidas para conservar esses recursos, não tão somente para que eles continuem disponíveis futuramente, mas também para diminuir ou eliminar os impactos ambientais gerados pela exploração predatória. Assim, o ambiente das florestas e demais áreas naturais, além dos cursos d'água, o solo e outros elementos necessitam de certo cuidado para continuarem disponíveis e não haver nenhum tipo de prejuízo para a sociedade e o meio ambiente.

https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003218;ord=1496615720649

A história do conceito de Desenvolvimento Sustentável

O conceito de desenvolvimento sustentável foi oficialmente declarado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em 1972, na cidade de Estocolmo, Suécia, e, por isso, também chamada de Conferência de Estocolmo. A importância da elaboração do conceito, nessa época, foi a de unir as noções de crescimento e desenvolvimento econômico com a preservação da natureza, questões que, até então, eram vistas de forma separada.

Em 1987, foi elaborado o Relatório “Nosso Futuro Comum”, mais conhecido como Relatório Brundtland, que formalizou o termo desenvolvimento sustentável e o tornou de conhecimento público mundial. Em 1992, durante a ECO-92, o conceito “satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades” tornou-se o eixo principal da conferência, concentrando os esforços internacionais para o atendimento dessa premissa. Com esse objetivo, foi elaborada a Agenda 21, com vistas a diminuir os impactos gerados pelo aumento do consumo e do crescimento da economia pelo mundo.

Medidas sustentáveis

Dentre as medidas que podem ser adotadas tanto pelos governos quanto pela sociedade civil em geral para a construção de um mundo pautado na sustentabilidade, podemos citar:

- redução ou eliminação do desmatamento;

- reflorestamento de áreas naturais devastadas;

- preservação das áreas de proteção ambiental, como reservas e unidades de conservação de matas ciliares;

- fiscalização, por parte do governo e da população, de atos de degradação ao meio ambiente;

- adoção da política dos 3R's (reduzir, reutilizar e reciclar) ou dos 5R's (repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar);

- contenção na produção de lixo e direcioná-lo corretamente para a diminuição de seus impactos;

- diminuição da incidência de queimadas;

- diminuição da emissão de poluentes na atmosfera, tanto pelas chaminés das indústrias quanto pelos escapamentos de veículos e outros;

- opção por fontes limpas de produção de energia que não gerem impactos ambientais em larga e média escala;

- adoção de formas de conscientizar o meio político e social das medidas acimas apresentadas.

Essas medidas são, portanto, formas viáveis e práticas de se construir uma sociedade sustentável que não comprometa o meio natural tanto na atualidade quanto para o futuro a médio e longo prazo.

Prof. Dr. Sidnei Felipe da Silva


terça-feira, 14 de julho de 2020

Projeções Cartográficas - Prof. Sidnei Felipe



PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

Para representar uma superfície curva, como a da terra, numa superfície plana, é preciso fazer algumas alterações em suas formas.
Uma das aplicações mais importantes das projeções é o planisfério, que é a representação de toda esfera num só plano.
Uma das projeções mais utilizadas para a elaboração do planisfério terrestre é a projeção cilíndrica, criada em 1569, pelo cartógrafo Mercator.

OBSERVAÇÕES:

Mercator em sua projeção apresenta deformações nas regiões polares, já as regiões próximas a linha do Equador são apresentadas com exatidão.
Para representar as proporções dos continentes, o cartógrafo Arno Peters, publicou em 1973 o seu planisfério. O seu objetivo era preservar as proporções, mas acabou distorcendo as formas, que ficaram mais alongadas.

Sidnei Felipe da Silva
Doutor em Geografia

Escalas Geográficas - Prof. Sidnei Felipe




ESCALAS

Existem duas maneiras de representar a escala de um mapa: pela forma gráfica e pela forma numérica.
Escala gráfica é aquela que expressa diretamente os valores da realidade mapeada, num gráfico retangular situado na parte inferior do mapa.
Esse tipo de escala expressa por um desenho especial — um gráfico de barras na horizontal —, dá uma ideia imediata das distâncias aproximadas entre os lugares, as cidades ou demais objetos representados.
Vamos ver agora esses mesmos valores expressos em escalas numéricas.
A escala ficaria assim: 1:10000 (um por dez mil).  1:100000 (um por cem mil).
Veja que o número 1 é invariável. Ele é o numerador da escala. O outro número, que vem depois do sinal e à direita do numerador, é o denominador. O denominador varia, dependendo do tamanho da escala. Dizemos que uma escala é grande quando o seu denominador é um número pequeno (por exemplo, 1:100), e que uma escala é pequena quando o seu denominador é um número grande (por exemplo, 1: 10000000).
Por que o tamanho da escala é inversamente proporcional ao tamanho do denominador?
Porque, quanto maior o denominador — por exemplo, 1:30000000 — menores serão os de talhes da área mapeada. Um grande denominador indica a representação de uma grande área. Por isso fica difícil mostrar os detalhes dos objetos. Já uma escala com denominador pequeno — por exemplo, 1:100 — retrata uma área bem menor, na qual os detalhes vão aparecer muito mais.


Usando a Escala
Sabendo-se que:

E = Escala
D = Distância na Realidade
d = Distância no Mapa

Exemplo: Qual é a distância real aproximada entre São Paulo e Belo Horizonte? Sabe-se que no mapa de escala 1:25 000000, essas cidades medem 2 centímetros em linha reta.
E = 1.25 000 000, logo: 1 cm = 25 000000 cm / 1 cm = 250 km.
d = 2 cm
D = ?
Portanto: D = d x E
D = 2 x 250
D = 500 km
Resposta: A distância real entre S. Paulo e Belo Horizonte é de aproximadamente 500 quilômetros.

Exemplo: Agora fazendo o procedimento inverso, descobre-se a distância no mapa.
D = 500 Km
E = 1:25 000000
d = ?
Portanto: d = D ÷ E
d = 500 ÷ 250
d = 2 cm

Exemplo: E para descobrir a escala:
D = 500 Km
d = 2 cm
E = ?
Portanto: E = D ÷ d
2 x E = 500
E = 500 ÷ 2
E = 250                   
Logo: (1 cm = 250 km;  1 cm = 25 000000 cm;  E = 1:25 000000)

Uma escala pode ser expressa de duas formas:

Numérica:   1: 25 000000



Sidnei Felipe da Silva
Doutor em Geografia


Fusos Horários do Brasil / Solução de Problemas para Fusos Horários - Prof. Sidnei Felipe




Fusos Horários do Brasil
O Brasil, devido sua grande extensão no sentido leste-oeste, apresenta quatro fusos horários diferentes.
Sobre o território brasileiro passam três fusos horários. Dessa forma, se em Brasília forem 19 horas, em Vitória (ES), também serão 19 horas, mais em Cuiabá (MT), em Manaus (AM) Serão 18 horas, 01 fuso ao oeste em relação a Brasília. Enquanto em Fernando de Noronha serão 20 horas, 01 fuso a leste de Brasília.

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS PARA FUSOS HORÁRIOS:

1-    Determine a diferença de longitude entre dois lugares, ou seja, a cidade de que se conhece e aquela de que se quer conhecer a hora.

2-    Some as longitudes, se forem opostas (LESTE+ OESTE).


3-    Quando os dois locais estiverem no mesmo hemisfério, as longitudes serão subtraídas (OESTE – OESTE ou LESTE – LESTE).

4-    O resultados obtidos nos itens (2 e 3) devem ser divididos por 15º.


5-       O resultado da divisão será a diferença horária que deverá ser subtraída se o local que desejamos saber a hora estiver no Oeste, ou deverá ser somado se o local que desejamos saber a hora encontrar-se no Leste


EXEMPLOS:


1-    Diferença de Longitude:
Hemisférios diferentes (L+O) somar as longitudes.
Hemisférios iguais (L-L) (O-O), subtrair.


A = Long 30º Leste
B = Long 60º Oeste – 30º+60º=90º
Diferença de Longitude 90º ou Distância Angular

C = Long 90º Leste
D = Long 30º Leste – 90º-30º=60º
Diferença de Longitude 60º ou Distância Angular

2-    Diferença Horária:
Diferença de Longitude ou Distância Angular ÷ 15º = Diferença Horária
90º÷15º=6h

·         Qual é a hora na cidade A situada a 45º Oeste quando na cidade B situada a 30º leste são 19:00 horas.

1º Diferença de Longitude: 45ºO+30ºL= 75º

2º Diferença horária: 75º÷15º= 5 horas
Onde queremos saber a hora?

R- Na cidade situada a 45º O – Hora dada 19:00-05:00= 14:00 horas
Na cidade A são 14:00 horas.



Sidnei Felipe da Silva
Doutor em Geografia

Introdução aos Fusos Horários - Prof. Sidnei Felipe




FUSOS HORÁRIOS
Em virtude dos avanços nos meios de transporte e comunicação, um sistema comum para determinar a hora local tornou-se necessário em 1884, 25 países reunidos em Washington estabeleceram uma divisão do mundo em 24 fusos de uma hora.
 Cada fuso horário possui 15°, pois se dividir os 360º que possui a esfera terrestre por 24 números de horas necessárias para que a Terra complete seu movimento de rotação.
O fuso horário referencial para a determinação das horas é o meridiano de Greenwich, como a terra gira de oeste para leste, os fusos a leste de Greenwich  tem as horas adiantadas (+), já os fusos a oeste tem as horas atrasadas (—) em relação a Greenwich.
O antimeridiano de Greenwich ou meridiano de 180º, encontra—se do lado oposto ao meridiano de Greenwich. por convenção internacional foi escolhido para ser a linha internacional de mudança de datas.
Linha Internacional de Datas: quando é meio-dia no meridiano de Greenwich, no oposto (antimeridiano de Greenwich), situado a 180º de Longitude de Greenwich, é meia-noite.

Sidnei Felipe da Silva
Doutor em Geografia

Coordenadas Geográficas - Prof. Sidnei Felipe



GEOGRAFIA

As coordenadas geográficas

Os pontos de orientação servem para dar um rumo, isto é, uma direção, mas não permitem localizar com exatidão um ponto na superfície terrestre. Assim, quando dizemos que a área X está a leste de Y, não estamos dando a localização precisa dessa área, mas apenas indicando uma direção. Para saber com exatidão onde se localiza qualquer ponto da superfície terrestre — uma cidade, um porto, uma ilha, etc. —, usamos as coordenadas geográficas.
As coordenadas geográficas baseiam-se em linhas imaginárias traçadas sobre o globo terrestre: os paralelos e os meridianos.

Paralelos: são linhas paralelas ao equador. A própria linha imaginária do equador é um paralelo. São linhas circulares que dão a volta na Terra. Cada paralelo abrange 360°. O maior paralelo é o equador, pois ele se localiza na parte mais larga da Terra.

Meridianos: são linhas semicirculares, isto é, linhas de 180°. Eles vão do Polo Norte ao Polo Sul e cruzam com os paralelos. Todos os meridianos têm o mesmo tamanho. Convencionou-se que o meridiano de Greenwich, que passa pelos arredores da cidade de Londres, na Inglaterra, é o meridiano principal.
A partir dos paralelos e meridianos, estabeleceram-se as coordenadas geográficas, que são medidas em graus, para localizar qualquer ponto da superfície terrestre.

Latitude é à distância, medida em graus (de 0° a 90), que vai da linha do equador para qualquer ponto da Terra. Qualquer lugar ou objeto situado na linha do equador possui 0º de latitude. O Polo Norte possui 90° de latitude norte, e o Polo Sul, 90° de latitude sul, totalizando 180° de latitude na superfície terrestre.

Longitude é a distância medida em graus (de 0º a 180°), que vai do meridiano de Greenwich até um ponto qualquer da Terra. Qualquer local ou objeto situado exatamente sobre o meridiano de Greenwich possui 00 de longitude. Para oeste ou para leste desse meridiano, a longitude vai aumentando até chegar a 180°, no outro extremo do planeta, totalizando 360° de longitude na superfície terrestre.


Sidnei Felipe da Silva
Doutor em Geografia

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Maçonaria de Rio Tinto realiza Sessão Magna de Homenagens aos PROFESSORES

Sessão Magna de Homenagem ao Dia dos Professores - 16 de Outubro de 2018

Convidados prestigiaram a Sessão Magna
A Homenagem aos Professores conforme aprovado em assembléia assim como a participação da Ordem DeMolay Capítulo Defensores do Rio Vermelho. A Palestra do Irmão e Prof. Francisco Elmiro (UFPB). O Venerável Mestre Luís Carlos Santos Matos iniciou o evento fazendo uma belíssima referência aos Professores. O Irmão Orador Jânio França apresentou o currículo do Irmão Francisco Elmiro palestrante da Sessão Magna.
Francisco Elmiro
Prof. UFPB
Palestrante

 Francisco Elmiro iniciou sua fala apresentando uma reflexão histórica e estatística sobre o trabalho do Professor. Em seguida iniciou a Palestra intitulada de “Maçonaria: Princípios e Fundamentos”.
Após a Palestra teve inicio a entrega de Certificados aos Professores Homenageados:
Professores Homenageados

  • Severina Silva de Freitas 
  • Edinaldo Costa de Freitas
  • Antonio Ismael dos Santos 
  • Antônio Fernandes da Silva
  • Maria das Neves Ribeiro 
  • Josineide Galdino de Oliveira 
  • Maria Valdenice da Silva França
  • Maria Betânia Lucas do Nascimento
  • Paulo Roberto Palhano Silva
  • Givanildo Félix do Nascimento
  • Elizabete Calixto da Silva
  • Carmem Maria Santos
  • Maria Bernadete de Sousa Oliveira Tavares
  • Raimundo Sales da Cunha 
  • Terezinha Clemente Nascimento
  • Roberto Rosendo da Silva 
  • Donato Moreira de Lima
  • Francisco Elmiro
Os professores que fazem parte do quadro Loja Maçônica George Dornelas, Sidnei Felipe, Carlos Júnior, Esdras Freitas e Leonardo Tavares e os Irmãos que indicaram os Professores foram incumbidos pelo Venerável Mestre para realizar a entrega dos Certificados de Honra ao Mérito aos Professores, assim como os membros da Comitiva do Sereníssimo Grão Mestre e as autoridades maçônicas presentes. O Delegado do Grão Mestre José Felipe junto ao Sereníssimo e ao Venerável Mestre entregaram o Certificado de  Honra ao Mérito ao Irmão Francisco Elemiro. O Venerável Mestre comentou da emoção que foi tomada pela Sessão e comentou como é importante homenagear os Professores e agradeceu ao Irmão Francisco Elmiro pela brilhante Palestra e a grandiosa homenagem que todos os professores receberam. O Serereníssimo Grão Mestre José Reinaldo Camilo iniciou suas palavras saudando ao Grande Arquiteto do Universo e a todas as autoridades maçônicas e aos Irmãos assim como aos sobrinhos da Ordem DeMolay e as sobrinhas e cunhadas, enfim a todos os convidados e em especial aos Professores mencionando que esta profissão é uma sacerdócio e comentou o quão foi emocionante essa Sessão Magna de homenagens aos Professores e refletiu sobre a realidade imposta aos Professores diante da violência, comentou a campanha que a maçonaria faz pelo voto consciente. Fez uma reflexão sobre a “Maçonaria e o Sacerdócio”. Por fim agradeceu a presença de todos, e falou da importância da Maçonaria e das Ordens DeMolay e Filha de Jó dizendo que incentivem as pessoas a fazerem parte destas organizações. Ainda houve a homenagem ao Professor  Raimundo Sales da Cunha que foi recebida pelo Irmão Elisson Cunha (Filho do Prof. Raimundo)

Convidados e Homenageados


Participação dos Membros da Academia de Letras, Ciências e Artes (ALCA-VM)
Representando a ALCA: Cássio Marques
Homenageados: Carmem Maria e Paulo Palhano
Organizadores do Evento: Carlos Júnior e Sidnei Felipe

Professores Homenageados da Prefeitura Municipal de Rio Tinto
Por fim, o Venerável Mestre parabenizou aos Irmãos pelos trabalhos realizados nesta sessão Magna e agradeceu a todos pelo empenho em sua realização.

Sereníssimo Grão Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba: José Reinaldo Camilo de Souza
Delegado do Grão Mestre: José Felipe  
Venerável Mestre: Luis Carlos Matos
1º Vigilante: Natanael Leal
2º Vigilante: Marquiciel Amadeu 
Orador: Jânio França 
Secretário: Sidnei Felipe 
Chanceler: Carlos Augusto Júnior

terça-feira, 22 de maio de 2018

Aluna indígena de Rio Tinto foi selecionada para a etapa nacional da V CNIJMA em Brasília

V CNIJMA
A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) é uma iniciativa do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), constituído pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
É uma estratégia de mobilização de estudantes, adolescentes e jovens de todo o país visando promover a reflexão, o desenvolvimento de estudos e pesquisas, além de estimular a proposição de ações e projetos no contexto da temática socioambiental, considerando seus desafios e alternativas, no âmbito da escola e de seu entorno, em conformidade com as orientações expressas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental (DCNEA), aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação pela Resolução CNE/CP nº 02/2012.
A Conferência é um processo pedagógico, dinâmico, de diálogos e encontros, voltado para a valorização da cidadania ambiental nas escolas e comunidades a partir da educação ambiental crítica, participativa, democrática e transformadora. Ela se caracteriza como um processo dinâmico de encontros e diálogos, para debater temas propostos, deliberar coletivamente e escolher os representantes que levarão as ideias consensuadas para as etapas sucessivas.
A Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, realizada por adesão espontânea das escolas, representa um marco na política de Educação Ambiental do país.
A Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental e Médio Cacique Domingos Barbosa dos Santos, situada na Aldeia Jaraguá, em Rio Tinto, estará representando o Estado da Paraíba na V CNIJMA (Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente), em Brasília, em Junho do corrente ano, através da aluna Jessyane Luiz, discente regularmente matriculada no 8º ano, manhã, e, aluna do Projeto Se Sabe de Repente.
Para alcançar tal feito, a unidade de ensino promovera a mencionada conferência na Escola, realizada no dia 13 de abril do corrente ano, e submeteu seu projeto juntamente com mais de 300 unidades de ensino da rede pública do estado.

Certificado da E.E.I. Cacique Domingos Barbosa dos Santos

Como obteve aprovação do Projeto para a etapa estadual, a mencionada aluna acompanhada pelo professor Emerson Felipe, estiveram em João Pessoa nos dias 16 e 17 do corrente ano, e, numa disputa que envolvera 51 (cinquenta e uma) escolas das redes municipais e estaduais do estado obteve, novamente, êxito. Logo, dentre os 17 (dezessete) projetos aprovados para representar a Paraíba em Brasília estará a aluna Jessyane que ponderou: "Quero agradecer essa conquista, primeiramente, a Deus que está sempre nos iluminando; ao meus pais e familiares; aos excelentes professores e demais funcionários da escola, em especial, ao professor Emerson; aos alunos do Projeto Se Sabe de Repente e todos aqueles que me elegeram delegada da escola para poder participar na etapa estadual; e, todos aqueles que contribuíram direta e indiretamente para o sucesso".
O professor acompanhante mencionado citou que essa conquista está alicerçada, também, pelas inúmeras parcerias concretizadas para o trabalho com o Meio Ambiente, dentre elas, destacou: Prefeitura Municipal de Rio Tinto, através da Secretaria de Agricultura e Secretaria de Meio Ambiente; EMATER, SEMAN - JP, UFPB, através do curso de Ecologia; EMPASA, MIRIRI BIOENERGIA, dentre outras.


Etapa Estadual da V CNIJMA realizada em João Pessoa-PB

Jessyane apresentando o projeto da escola na V CNIJMA em João Pessoa-PB

Emerson Felipe (Professor acompanhante) e Jessyane
(Delegada da E.E.I. Cacique Domingos Barbosa dos Santos - Aldeia Jaraguá)


A V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente tem como objetivo fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino, propiciando atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socioambientais locais e globais com ênfase na participação social e nos processos de melhoria da relação ensino-aprendizagem, em uma visão de educação para a diversidade, inclusiva e integral.

A Conferência Nacional é o encontro nacional das delegações estaduais para realização oficinas, atividades culturais e diálogos sobre o tema “Água”, a partir dos projetos de ação selecionados nas etapas Estaduais e Distrital.
Serão aproximadamente 460 delegados e delegadas, entre 11 e 14 anos, de todo pais, que já debateram o tema em suas escolas, nas Conferências Municipais e ou Regionais e nas Conferências Estaduais. Na Conferência Nacional, esses jovens irão aprofundar a temática, socializar os projetos, participar de oficinas.
Brasília-DF

A V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente acontecerá de 15 a 19 de junho de 2018, em Brasília-DF.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Projeto "Se sabe de repente" jovens estudantes indígenas Potiguara da Aldeia Jaraguá visitam as dependências do Centro Cultural Potiguara (Palacete da família Lundgren)


Estudantes da E.E.I. Cacique Domingos Barbosa dos Santos - Aldeia Jaraguá
Professor Articulador: Emerson Felipe da Silva
Projeto: "Se sabe de repente"



Os jovens estudantes da Escola Estadual Indígena Cacique Domingos Barbosa dos Santos que fazem parte do Projeto "Se sabe de repente" que tem como Professor Articulador Emerson Felipe da Silva visitaram as dependências do espaço denominado Centro Cultural Potiguara (Palacete Lundgren) numa aula de campo que relacionou conhecimentos Históricos, Geográficos, Ecológicos, Antropológicos, Culturais... Uma aula de campo visando compreender a dinâmica e a formação sócio-espacial do município de Rio Tinto e suas relações com a comunidade indígena Potiguara.

Luan Potiguara e Danilo recebem estudantes e pesquisadores no Centro Cultural Potiguara

A secretaria municipal de Turismo, Meio Ambiente e Assuntos Indígenas e a Diretoria de Cultura através de seus responsáveis o secretário Luan Potiguara e o Diretor Danilo Alex receberam e acolheram os estudantes do Projeto, assim como, pesquisadores que também participaram da visitação as dependências do Centro Cultural Potiguara. Além dos jovens estudantes da Aldeia Jaraguá estavam no mesmo grupo a pesquisadora indígena Potiguara Sanderline (Universidade Federal da Paraíba), William Medeiros (Universidade Federal da Paraíba), Sidnei Silva (Universidade de Brasília) e Jan Linhart (Universidade Viadrina - Frankfurt/Alemanha). 

Estudantes no bosque "Dona Antonia Rezadeira"

O pesquisador Willian Medeiros fala explica os procedimentos de sua pesquisa  

Os jovens adentram a mata para localizar
uma serpente que faz parte das pesquisas realizadas pelo Willian Medeiros

Parceria entre a Prefeitura Municipal de Rio Tinto (PMRT), através da Diretoria de Meio Ambiente, e o Núcleo de Ecologia de Serpentes (NES-UFPB) resulta no início de um trabalho que pretende monitorar o uso do habitat de duas espécies de serpentes não-venenosas. As espécies popularmente conhecidas como Jiboia (Boa Constrictor) e Salamanta (Epicrates Assisi) estão sendo acompanhadas diariamente no fragmento de Mata Atlântica do Centro Cultural Potiguara (Palacete Lundgreen). De caráter pioneiro, o trabalho do aluno de mestrado do PPGEMA-UFPB, Willian Medeiros, pretende compreender melhor o nicho ecológico das espécies e assim contribuir para a preservação desses animais.

Visitação ao Palacete da família Lundgren

Projeto "Se sabe de repente" no Palacete Lundgren

Estudantes e pesquisadores no Palacete Lundgren
Palacete 

Palacete


O Centro Cultural Potiguara (Palacete Lundgren) fica localizado na Aldeia Jaraguá, na cidade de Rio Tinto-PB. É um local de rara beleza, de muita história e de grande valor cultural.